A transição para o modelo de IVA dual com a introdução do IBS e da CBS altera profundamente a estrutura de custos das empresas de transporte de carga e logística. Historicamente impactadas pela cumulatividade residual e divergências estaduais do ICMS, as transportadoras precisam reavaliar imediatamente a composição de suas planilhas de frete. A chave para preservar a rentabilidade no novo cenário está no mapeamento rigoroso do aproveitamento de créditos em toda a cadeia de suprimentos.
Mapeamento de Créditos na Aquisição de Insumos
Sob a nova regra de não cumulatividade plena, despesas essenciais como combustível, renovação de frota, manutenção preventiva e pedágio passam a gerar créditos tributários de forma direta. É fundamental que a equipe fiscal identifique exatamente quais fornecedores estão adequados ao novo modelo emissor para evitar perdas na apuração. A consolidação correta desses insumos reduz a alíquota efetiva do frete, garantindo competitividade no mercado corporativo.
Readequação dos Contratos de Prestação de Serviço
Os contratos de transporte de longo prazo firmados sob a legislação anterior precisam incorporar cláusulas específicas de reajuste e transição tributária. A flutuação na alíquota nominal durante o período de transição exige flexibilidade comercial para recalcular os repasses de custos sem comprometer o relacionamento com os contratantes. Realizar simulações de cenários com diferentes volumes de frete é o primeiro passo para resguardar a margem bruta da empresa.
Ações Práticas para o Planejamento de Frota
Iniciar a auditoria dos processos de compras e a revisão do cadastro de mercadorias no sistema ERP é uma medida urgente para o próximo trimestre. Recomenda-se capacitar as equipes de controladoria para operarem o novo sistema de apuração antes da entrada em vigor das alíquotas de teste. Com o planejamento adequado, o setor de transporte deixa de ver a reforma como um risco operacional e a transforma em vantagem competitiva.
